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Friday, April 22, 2011

Fix the School Not the Child

Thursday, March 10, 2011

O Podcast para aprendizagem de línguas


Na Duke University e na University of Washington os alunos usam iPods para ouvir podcasts nos cursos de línguas. Chinnery (2006) refere que o uso de podcasts proporciona aos alunos uma autêntica experiência cultural na aprendizagem de línguas. Como mostram alguns estudos (Singh & Bakar, 2007), há uma variedade de dispositivos móveis (telemóvel, PDA, Leitores de MP3 e de MP4) que podem ser usados para ouvir podcasts e facilitar a aprendizagem de línguas. Godwin-Jones (2005) relata vários exemplos de experiências, em escolas, com podcasts para aprendizagem de línguas, como o PIECasts, que entre outros usos possibilita a revisão de vocabulário, audição de exercícios e entrevistas com falantes nativos.
Num estudo realizado por Moura e Carvalho (2006c), com alunos do ensino secundário portugueses e belgas, no âmbito do projecto eTwinning, foram introduzidos podcasts no apoio ao processo de ensino e aprendizagem dos conteúdos curriculares da disciplina de Francês. Ambas as turmas mostraram satisfação na utilização do podcast como recurso educacional e reconheceram-lhe valor pedagógico.
Amemiya et al. (2007) realizaram um estudo usando um sistema de aprendizagem de palavras estrangeiras baseado em iPods. Os resultados mostram que, duas semanas após o início do estudo, os participantes que usaram o sistema assimilaram 40% das palavras em inglês, em contrapartida, os que seguiram o método convencional de papel e lápis apenas assimilaram 27% das palavras. Este sistema revelou-se eficaz na aprendizagem de palavras estrangeiras. No entanto, os autores consideram que é preciso trabalho futuro tendo em consideração a propriedade de cada palavra (abstracto versus concreto; nome versus adjectivo), visto que um determinado método pode ser adequado para algumas palavras, mas não para outras.
Allan (2007) realizou um estudo sobre podcasts para apoiar a aprendizagem de línguas. Um dos objectivos era explorar ficheiros MP3 para melhorar o estudo de textos escritos (poesia de Goethe), o outro objectivo era explorar várias formas de usar o podcast para apoiar os alunos nas aulas de língua, tanto na tradução, como na gramática. Assim, os alunos podiam ouvir os podcasts directamente na Web (iTunes) ou descarregá-los e ouvi-los no computador ou leitores de MP3. Os dados recolhidos por entrevista e focus group mostram que os recursos de poesia foram recebidos positivamente e extensivamente usados. Tendo a maioria dos alunos referido que ouviram os ficheiros offline directamente no computador, foram poucos os que os descarregaram para o leitor de MP3. Embora os autores também tivessem encorajado os alunos a criar os seus próprios ficheiros mp3, como complemento a tirar notas, este aspecto não teve tanto sucesso como o esperado, em virtude dos custos associados.
Edirisingha et al. (2007) realizaram um estudo sobre os benefícios da integração de podcasts, em regime blended learning, num módulo do primeiro ano, da disciplina de Inglês, na Universidade de Kingston. Embora o podcast fosse uma tecnologia nova para a maioria dos participantes, o estudo demonstrou potenciais benefícios para os alunos. Este estudo forneceu também um modelo de características dos podcasts que pode ser um complemento formal dos alunos no processo de aprendizagem. Os podcasts podem ser mais um acréscimo útil para a gama de ferramentas disponíveis.
Chang et al. (2008) exploraram o uso de podcasts para apoiar a aprendizagem de inglês como língua estrangeira (EFL – English Foreign Language). Estes autores construíram um modelo de investigação para estudar como os factores chave por eles definidos influenciaram as intenções dos alunos em adoptar os podcasts. Segundo estes autores, a validação do modelo e os correspondentes resultados do estudo podem ser referenciados por professores de EFL, administradores e decisores no sentido de integração de podcasts no ensino. Todavia, consideram haver necessidade de mais estudos sobre vários aspectos do potencial do podcast em EFL, no futuro.
Armbrecht (2009) descreve uma aula de literatura francesa em que os alunos criaram podcasts de vídeo (vodcasts) de dez minutos para analisar um filme francês, desempenhando o papel de comentadores do filme. Através desta tarefa os alunos desenvolveram a oralidade e a escrita da língua francesa e reforçaram ainda as suas competências analíticas e técnicas. As conclusões mostram que os alunos melhoraram o uso da língua francesa.
Menezes e Moreira (2009) realizaram um estudo com podcasts na aula de inglês com alunos do 7º ano de escolaridade. Os podcasts serviram como complemento das aprendizagens e como forma de promover a utilização dos dispositivos móveis dos alunos (telemóvel e leitor de MP3). As conclusões mostram que os podcasts foram bem aceites pela maioria dos alunos, encorajando o seu uso em práticas de apendizagem de línguas estrangeiras.

Tuesday, March 8, 2011

O uso de SMS na aprendizagem de línguas



Vários autores consideram a tecnologia SMS adequada para a aprendizagem de línguas (Cavus & Ibrahim, 2009; Kukulska-Hulme & Shield, 2007; Levy & Kennedy, 2005; Pincas, 2004; Song, 2008; Thornton & Houser, 2002, 2005). A possibilidade do aluno obter informação útil em qualquer lugar e a qualquer hora é uma potencialidade da tecnologia SMS (Lominé & Buckhingham, 2009). Os dispositivos móveis, em particular os telemóveis, são ideais para promover a aprendizagem através do envio, aos alunos, por SMS de unidades de aprendizagem, em horários e dias estabelecidos, optimizando os tempos livres.
Foi realizado um estudo sobre a aprendizagem da língua italiana por SMS numa universidade australiana (Levy & Kennedy, 2005). Durante o estudo, eram enviados, aos alunos, para o telemóvel, palavras novas, definições e exemplos de vocábulos contextualizados. Os alunos podiam ler os materiais entre as aulas. Os resultados finais apresentados foram positivos.
Thornton e Houser (2001; 2002; 2003; 2005) desenvolveram vários projectos inovadores usando os telemóveis para ensinar inglês a universitários japoneses. Um deles centrou-se no fornecimento de aprendizagem de vocabulário por SMS. Três vezes ao dia, enviavam mini-aulas aos alunos, em pequenas unidades para serem lidas nos ecrãs do telemóvel. Estas mini-aulas constavam do envio de cinco definições de palavras por semana, vocabulário anteriormente aprendido, uso de vocabulário em diferentes contextos e episódios de histórias. Os alunos eram testados quinzenalmente e comparados com grupos que recebiam idêntico material via Web e em papel. Os resultados mostraram que os alunos que recebiam os conteúdos por SMS aprenderam o dobro das palavras de vocabulário do que os que recebiam via Web e melhoraram as suas pontuações, quase o dobro relativo aos que tinham aulas na sala.
Outro estudo relata a aplicação do SMS para aprendizagem de vocabulário de inglês língua estrangeira em Taiwan (Lu, 2008). Foram enviados para os alunos unidades de vocabulário. Os participantes no estudo mostraram preferir aprender através do telemóvel do que do computador porque os telemóveis são mais convenientes do que os PCs em muitas situações.
Song (2009) conduziu um estudo onde explorou o papel dos SMS na aprendizagem do vocabulário de Inglês como língua estrangeira. Estiveram envolvidos dez participantes e as considerações finais mostram uma significante melhoria na performance dos alunos e uma atitude positiva face ao uso de SMS na aprendizagem de vocabulário.
Foi ainda realizada uma experiência com SMS para apoiar a aprendizagem de vocabulário técnico (Cavus & Ibrahim, 2009). Eram enviadas, de forma espaçada, repetições da mesma mensagem em dias diferentes, através de um sistema baseado em SMS chamado MOLT (mobile learning tool) desenvolvido pelos autores, ajudando os alunos a memorizar o vocabulário. O conhecimento dos alunos foi medido antes e depois da experiência e os resultados mostram que os alunos apreciaram e aprenderam palavras novas com a ajuda dos seus telemóveis. Os autores acreditam que o sistema MOLT, como ferramenta educacional, contribuirá para o sucesso dos alunos.